Karl Marx




quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Um pedaço da infância que dura até hoje.

  Como todos sabem, Alanna e eu não somos amigas de ontem, mas sim irmãs de muito tempo. Desde que nós temos 7 ou 8 anos de idade, qualquer um que pense "Alanna" sabe que "Kika" vem atrás, e qualquer um que pense "Kika"... Bom, ninguém pensa "Kika". Mas enfim, nós sempre fomos muito grudadas, fazendo tudo juntas e já que todos os dias Alanna estava na minha casa, ela acabou virando da família e os meus pais "adotaram" ela às nossa viagens, almoços fora, idas ao cinema e tudo mais. Às pessoas devem se perguntar de onde que isso tudo começou, então aqui vai uma boa explicação.
  Na primeira semana de aula da segunda série do Instituto Social da Bahia, Alanna era a aluna nova da turma mas eu, sinceramente, não estava nem aí porque já tinha todas as minhas "amizades" formadas do ano anterior. Até que indo para algum canto e Alanna vindo de algum canto, nós duas nos esbarramos e fizemos o primeiro contato que não deu em nada, afinal, isso acontece o tempo todo com qualquer um. Mas como ela tinha sido gentil comigo depois do esbarro, eu até que fui com a cara dela.
  Algum tempo depois (que hoje eu já não me lembro exatamente quanto), nossa professora Desirê resolveu fazer um mapa de sala que fixava cada aluno com uma dupla pelo ano inteiro para evitar sobras em deveres de casa. Por algum motivo, Desirê resolveu me tirar do lado de Gabriela Palomino (minha amiga desde a primeira série até hoje) e me sentar do lado de Alanna Chemas. Eu nunca tinha tido tantas coisas em comum com ninguém como eu tinha com Alanna.
  Depois dali nós começamos a lanchar juntas, ir pra casa uma das outras, e mesmo com algumas mudanças nos novos mapas de sala (cheias de revolta), nada interferia na nossa amizade. Na terceira série eu e Alanna continuávamos juntas o tempo inteiro, criando planetas, fazendo mapas, revistinhas e jogando muito Nintendo 64 até o dedão sangrar. Nós éramos tão juntas que quase endoidamos a professora Lourdinha por ainda não saber fazer divisão já no final do ano. Foi aí que fomos declaradas separadas definitivamente em qualquer mapa de sala, éramos obrigadas a sentar "uma no norte e a outra no sul", a professora deu um escândalo!
  A nossa quarta série, por algum motivo, foi meio que apagada da minha memória, então não sei direito o que aconteceu. Só sei que nós nos afastamos um pouco por um curto tempo, mas em Dezembro estávamos juntas de novo em sua festa de aniversário de piscina. Desde então, nós nunca nos separamos novamente, bom... Só fisicamente.
  Alanna hoje em dia mora no "sul" e eu no "norte", do jeito que Professora Lourdinha queria. Mas nós duas ainda somos irmãs, grudadas. Tão grudadas que tivemos que fazer um blog juntas. Alanna para mim é uma irmã gêmea que nasceu de outra mãe, e se nós não tivéssemos nos esbarrado naquele segundo, talvez nada disso teria acontecido.