Não sei como vou apresentar-me, ou até mesmo explicar todo esse bando de ideias borbulhando na panela de pressão. Aqui, neste blog, ficaram todos os fios de cada teia que teci com minha mente, deixai-os a pár de todas as coisas que aqui forem citadas.
Estava caminhando pelos trilhos de meus pensamentos e acabei disparando-me contra uma carga que na frente havia escrito: "Sobre religião, fome e áfrica".
Incrível, não? fiquei intrigada e na mesma hora entrei no caminhão de carga para sugar o néctar das ideologias.
De repente depositaram 230 mil volts em minha cabeça, focando-se na minha mente, e eu fui absorvendo todas aquelas ideias sobre o Papa, a igreja católica e tudo que a religião passou na época do feudalismo. Contra a ideia de que só a taça de vinho do Papa poderia alimentar muitas crianças no continente sagrado (África).
Me perdi dos trilhos quando o trem jogou-me no meio da floresta do subconsciente. A flor escura e fria do Inconsciente humano. Em sí, a perdição.
Peguei-me no meio das confusões ilusórias do mundo do "cabeça para baixo". Encontrei um cogumelo no chão, e o comi por instinto reptiliano. Ao chegar no meu estomago, o cogumelo evapora-se em cortina de fumaça verde e vira um amontoado de ideias sendo tragadas pelo meu cérebro.
Agora "Alice no País das Maravilhas" se instala no meu terreno. Vejo o coelho branco, Alice, o Chapeleiro maluco, a lebre, os gêmeos, a lagarta fumante.
Novamente por instinto, peguei-me fumando com a lagarta em cima de um cogumelo gigante. Enquanto o narguilé borbulhava, eu vomitava ideias no ar.
Consegui escalar uma árvore e subi nas costas de um lagarto voador, que me levou até o topo das montanhas da prioridade. Lá, existia uma carta com meu nome escrito em cima do envelope. Abri, e li o que tinha: "O que é prioridade?"
Uma mosca passa perto do meu ouvido e eu escuto a resposta pelo seu zumbido: "A coisa mais importante".
quinta-feira, 28 de junho de 2012
sábado, 9 de junho de 2012
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Aragmä
Em um planeta distante, onde todos os seres são de cor púrpura e seus pêlos pubianos feitos de ouro, existia uma criatura muito peculiar. A idade já tomava conta de seu aspecto jovial. Sua pele já estava avermelhada e crespa. Seus pelos já não eram mais dourados e sim cor de prata.
Ela vivia numa montanha muito alta e gelada (sem neve, só o frio torturante).
Esquentava seu chá de areia do lago Hugio; - vermelho e brilhante, exatamente como o lago - também chorava, enquanto suas lágrimas caiam sob a chaleira e evaporavam no ar, como um suspiro turquesa.
Fumava seu cachimbo feito de cedro enquanto as raízes de Mandrágora se carburavam lentamente.
A janela tremia ao movimento do uivo dos ventos.
- Por que os sopros estavam tão violentos? - perguntou-se em voz alta. De repente uma voz ativa e quente se instala no ambiente:
- Inquietos.
- Inquietos?! Quem disse isso?
- Eu quis dizer que os sopros estão inquietos. - a voz retruca fervendo.
- Quem é?! Quem é?! - gritou enquanto segurava um atame feito de chumbo.
- Como pode se esquecer de mim? - choraminga ironicamente.
- Bom, eu não lembro de ter convidado ninguém à minha residencia. - a criatura diz enquanto coça a cabeça de um jeito naíve.
- Eu lhe conheço, Aragmä. Não vai me oferecer um pouco deste chá?
- Seria maravilhoso se eu pudesse lhe ver, senhor...?
- Vamos jogar um jogo?!
- Eu estou começando a ficar amedrontada! - uma sombra toma conta da casa, envolvendo-a em escuridão.
Dentro da fumaça negra, uma brilhante superfície de marfim se instala em sua frente. Uma capa envolvendo toda aquela alva estrutura é iluminada pela lamina de uma foice. E tudo que restara foram pêlos pubianos feitos de ouro.
Ela vivia numa montanha muito alta e gelada (sem neve, só o frio torturante).
Esquentava seu chá de areia do lago Hugio; - vermelho e brilhante, exatamente como o lago - também chorava, enquanto suas lágrimas caiam sob a chaleira e evaporavam no ar, como um suspiro turquesa.
Fumava seu cachimbo feito de cedro enquanto as raízes de Mandrágora se carburavam lentamente.
A janela tremia ao movimento do uivo dos ventos.
- Por que os sopros estavam tão violentos? - perguntou-se em voz alta. De repente uma voz ativa e quente se instala no ambiente:
- Inquietos.
- Inquietos?! Quem disse isso?
- Eu quis dizer que os sopros estão inquietos. - a voz retruca fervendo.
- Quem é?! Quem é?! - gritou enquanto segurava um atame feito de chumbo.
- Como pode se esquecer de mim? - choraminga ironicamente.
- Bom, eu não lembro de ter convidado ninguém à minha residencia. - a criatura diz enquanto coça a cabeça de um jeito naíve.
- Eu lhe conheço, Aragmä. Não vai me oferecer um pouco deste chá?
- Seria maravilhoso se eu pudesse lhe ver, senhor...?
- Vamos jogar um jogo?!
- Eu estou começando a ficar amedrontada! - uma sombra toma conta da casa, envolvendo-a em escuridão.
Dentro da fumaça negra, uma brilhante superfície de marfim se instala em sua frente. Uma capa envolvendo toda aquela alva estrutura é iluminada pela lamina de uma foice. E tudo que restara foram pêlos pubianos feitos de ouro.
Caterpillar and Alice
Caterpillar: Who... are... you?
Alice: Why, I hardly know, sir. I've changed so much since this morning, you see...
Caterpillar: No, I do not C, explain yourself.
Alice: I'm afraid I can't explain myself, you see, because I'm not myself, you know.
Caterpillar: I do not know.
Alice: I can't put it any more clearly, sir, because it isn't clear to me.
Alice: Why, I hardly know, sir. I've changed so much since this morning, you see...
Caterpillar: No, I do not C, explain yourself.
Alice: I'm afraid I can't explain myself, you see, because I'm not myself, you know.
Caterpillar: I do not know.
Alice: I can't put it any more clearly, sir, because it isn't clear to me.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
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