Karl Marx




domingo, 22 de julho de 2012

Tomates Fritos

Ingredientes:
- 2 Tomates Orgânicos Vermelhos
- Pimenta do Reino Inteira
- Sal
- Azeite Doce
- Orégano Seco
- Áleo em Pó
- Manteiga
- 1 limão

Preparação:

- Corte os dois tomates em rodelas e deixe-os a parte.
- Banhe a frigideira com um pouco de manteiga e azeite doce
- Espere até o azeite e a manteiga entrarem em uma mistura homogênea e coloque as rodelas de tomate
- Salpique sal á gosto nos tomates, e quebre pimenta do reino e áleo em pó por cima.
- Vire os tomates e repita o processo pelos dois lados.
- Espere até que o tomate libere um liquido consistente e coloque em uma tigela todo o conteúdo.
- Esprema limão por cima dos tomates e está pronto para comer!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Death

Death.
Quiet, hidden, while it is exposed.
Death died, death killed. Death.
Beautiful, and bleeding ugliness.
Dry, wet, and soaked.
The decomposition of the corpse at every dead tissue.
Death.
The end. The beginning. The relief. The arrest. Freedom.
Death.
Suicide, murder, genocide.
Singular, plural.
We share a single destination;
Death.

Morte

Morte.
Silencioso, quieto, escondido, ao mesmo tempo que é exposto.
Morte morrida, morte matada. Morte.
Linda, e sangrando feiuras.
Seca, úmida, molhada, escarça.
A decomposição do cadáver em cada tecido morto.
Morte.
O fim. O começo. O alivio. A prisão. A liberdade.
Morte.
Suicida, homicida, genocídio.
Singular, mas mesmo assim plural.
Compartilhamos um único destino;
Morte.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Sobre religião, lagartas e prioridades.

Não sei como vou apresentar-me, ou até mesmo explicar todo esse bando de ideias borbulhando na panela de pressão. Aqui, neste blog, ficaram todos os fios de cada teia que teci com minha mente, deixai-os a pár de todas as coisas que aqui forem citadas.
Estava caminhando pelos trilhos de meus pensamentos e acabei disparando-me contra uma carga que na frente havia escrito: "Sobre religião, fome e áfrica".
 Incrível, não? fiquei intrigada e na mesma hora entrei no caminhão de carga para sugar o néctar das ideologias.
De repente depositaram 230 mil volts em minha cabeça, focando-se na minha mente, e eu fui absorvendo todas aquelas ideias sobre o Papa, a igreja católica e tudo que a religião passou na época do feudalismo. Contra a ideia de que só a taça de vinho do Papa poderia alimentar muitas crianças no continente sagrado (África).
Me perdi dos trilhos quando o trem jogou-me no meio da floresta do subconsciente. A flor escura e fria do Inconsciente humano. Em sí, a perdição.
Peguei-me no meio das confusões ilusórias do mundo do "cabeça para baixo". Encontrei um cogumelo no chão, e o comi por instinto reptiliano. Ao chegar no meu estomago, o cogumelo evapora-se em cortina de fumaça verde e vira um amontoado de ideias sendo tragadas pelo meu cérebro.
Agora "Alice no País das Maravilhas" se instala no meu terreno. Vejo o coelho branco, Alice, o Chapeleiro maluco, a lebre, os gêmeos, a lagarta fumante.
Novamente por instinto, peguei-me fumando com a lagarta em cima de um cogumelo gigante. Enquanto o narguilé borbulhava, eu vomitava ideias no ar.
Consegui escalar uma árvore e subi nas costas de um lagarto voador, que me levou até o topo das montanhas da prioridade. Lá, existia uma carta com meu nome escrito em cima do envelope. Abri, e li o que tinha: "O que é prioridade?"
Uma mosca passa perto do meu ouvido e eu escuto a resposta pelo seu zumbido: "A coisa mais importante".

sábado, 2 de junho de 2012

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Aragmä

 Em um planeta distante, onde todos os seres são de cor púrpura e seus pêlos pubianos feitos de ouro, existia uma criatura muito peculiar. A idade já tomava conta de seu aspecto jovial. Sua pele já estava avermelhada e crespa. Seus pelos já não eram mais dourados e sim cor de prata.
 Ela vivia numa montanha muito alta e gelada (sem neve, só o frio torturante).
 Esquentava seu chá de areia do lago Hugio; - vermelho e brilhante, exatamente como o lago - também chorava, enquanto suas lágrimas caiam sob a chaleira e evaporavam no ar, como um suspiro turquesa.
 Fumava seu cachimbo feito de cedro enquanto as raízes de Mandrágora se carburavam lentamente.
 A janela tremia ao movimento do uivo dos ventos.
 - Por que os sopros estavam tão violentos? - perguntou-se em voz alta. De repente uma voz ativa e quente se instala no ambiente:
 - Inquietos.
 - Inquietos?! Quem disse isso?
 - Eu quis dizer que os sopros estão inquietos. - a voz retruca fervendo.
 - Quem é?! Quem é?! - gritou enquanto segurava um atame feito de chumbo.
 - Como pode se esquecer de mim? - choraminga ironicamente.
 - Bom, eu não lembro de ter convidado ninguém à minha residencia. - a criatura diz enquanto coça a cabeça de um jeito naíve.
 - Eu lhe conheço, Aragmä. Não vai me oferecer um pouco deste chá?
 - Seria maravilhoso se eu pudesse lhe ver, senhor...?
 - Vamos jogar um jogo?!
 - Eu estou começando a ficar amedrontada! - uma sombra toma conta da casa, envolvendo-a em escuridão.
 Dentro da fumaça negra, uma brilhante superfície de marfim se instala em sua frente. Uma capa envolvendo toda aquela alva estrutura é iluminada pela lamina de uma foice. E tudo que restara foram pêlos pubianos feitos de ouro.